Silêncio
Sem percepções auditivas, sem muito, sem pouco, apenas silêncio.
Cores, flores e amores.
É primavera,
Em um sincronismo irregular as folhas caem dos ápices das árvores como um balet,
Suavemente elas descem até chegar ao solo como pluma.
Um verdadeiro romance em cinema mudo, mas vivo e magnicamente iluminado com as cores, raios e sabores.
É primavera, o doce aroma vem com a brisa tocando suavemente a pele, encobrindo-a em todas suas curvas.
Sem destino a brisa se vai deixando uma vaga lembrança de um dia.
E eu quem serei? Um? Mais um?
Talvez apenas eu, dono do nada, que seu corpo e mente a si não pertence.
Vagando descalço pelas secas folhas acho um pouco mais de conforto aos meus pés doloridos das outras estações.
Encontro leveza, cor, sentimento, liberdade e silêncio.
ano novo, qual será a vida nova, já que vivemos de nosso passado, corretes sem chaves. Mas podemos cria-lo olhando para o nosso amanhecer....
