domingo, 26 de fevereiro de 2012

Carnaval 2



Carnaval

E ali estava em meio aquele tumulto, aquele agito
Você era a única e tinha um cheiro que me levava as minhas vagas lembranças e nada, nada igual
E pronto amnesia
Não me lembrava de nada, a minha mente ia e vinha, ia e vinha
E nessas viagens eu sempre me deparei com você
Sim você
A imagem era a mesma, com o agito, o balanço e seu perfume
Não tinha mais o que fazer
Sem passado, sem presente, apenas um ser em minha frente no meio de tanta gente
Mas como?
Como seu perfume me prende, me anima, se não tenho historia
Ahhhh o afago; um aperto no coração
Nossa é carnaval e aqui me prendo a um olfato desconheço, que não tenho apego,
nem desprezo, apenas o nada ou apenas o prazer repentino
e então tchau
sim, não
em um deslizar das mãos sobre os corpos até o ponto mais distante dos dedos, um sorriso
e enfim a minha mente se vai, e por fim é carnaval.

Renan Wohlers Guedes

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Carnaval....


Janela

Amanhã quando eu acordei,
E abri as janelas da minha mente
Vi as cores do dia.
As crianças no parque
Os pássaros sobrevoando a cidade com mais leveza e um ar mais puro.
Através das janelas ouvi a realidade, a verdade e vontade
Um grito que saia das almas, dos pedaços mais trancafiados dos seus corpos
E o amanhã se fez mais claro, mais limpo, transparente e concreto
Óculos para os desacostumados com a luz
Olhos sorriram com a visão sadia, com as informações que ali tinha
E ao destravar os trincos da janela
Eu vi o amanhã.

Renan Wohlers Guedes


AAAAAA o carnavall....
se foi, mas ainda tem um resíduo amanhã.
folia boa, com muita zoeira.......

domingo, 15 de janeiro de 2012

2012




Silêncio


Sem percepções auditivas, sem muito, sem pouco, apenas silêncio.
Cores, flores e amores.
É primavera,
Em um sincronismo irregular as folhas caem dos ápices das árvores como um balet,
Suavemente elas descem até chegar ao solo como pluma.
Um verdadeiro romance em cinema mudo, mas vivo e magnicamente iluminado com as cores, raios e sabores.
É primavera, o doce aroma vem com a brisa tocando suavemente a pele, encobrindo-a em todas suas curvas.
Sem destino a brisa se vai deixando uma vaga lembrança de um dia.
E eu quem serei? Um? Mais um?
Talvez apenas eu, dono do nada, que seu corpo e mente a si não pertence.
Vagando descalço pelas secas folhas acho um pouco mais de conforto aos meus pés doloridos das outras estações.
Encontro leveza, cor, sentimento, liberdade e silêncio.




ano novo, qual será a vida nova, já que vivemos de nosso passado, corretes sem chaves. Mas podemos cria-lo olhando para o nosso amanhecer....